A catequese da Via Lucis está baseada no
significado da Páscoa, e tem o Círio Pascal como símbolo. Pode ser
praticada tanto no período que vai da Páscoa até Pentecostes quanto em
momentos importantes da vida de uma comunidade católica. É uma maneira
privilegiada de atestar que a vida cristã é positiva, é de construção da
alegria e é testemunha da Paz.
No Caminho da Luz, cada "estação" é
caracterizada por um elemento concreto (a alvorada, o nome, o caminho, o
pão, o sopro, a rede etc.) que a criatividade dos organizadores deve
saber aproveitar como "portador de imagens".
O número de estações pode
variar e os versículos dos trechos da Sagrada Escritura podem ser
adaptados às circunstâncias. A Via Lucis da Paróquia Nossa Senhora
Auxiliadora de Londrina tem 15 estações, indo além de Pentecostes, pois é concluída
com a revelação de Jesus Ressuscitado para Paulo na estrada de Damasco.
O dirigente ou celebrante pode ser o
padre, um diácono permanente ou mesmo um ministro da comunidade. Para a
celebração da Via Lucis, a exemplo do que ocorre com a Via-Crúcis, é
possível faz algumas opções:
-
fazer ou não uma procissão, dentro ou fora
da igreja;
-
os participantes seguem o itinerário ou
permanecem nos bancos;
-
os leitores e/ou comentaristas seguem a
procissão ou podem ficar no ambão.
Pode ser celebrada durante o dia, mas
surte mais efeito se for realizada à noite para demonstrar o contraste
entre claro/escuro.
No início da celebração os participantes
se reúnem em silêncio. Deve ser um silêncio palpável e o ambiente deve
estar escurecido. Somente com o início da primeira estação se acenderá
uma luz. O mesmo ocorrerá a cada estação sucessiva. Se a celebração
ocorrer na igreja, as portas centrais devem estar fechadas. Entre uma
estação e outra os participantes cantam o estribilho de um canto pascoal
escolhido livremente pela comunidade ou pelo grupo. Durante o último
canto, são abertas as portas da igreja e, então, são acesas todas luzes
possíveis.
Para cada estação repete-se a seguinte
dinâmica:
-
enunciado de cada estação (leitores);
-
invocação inicial (dirigente e
assembléia);
-
proclamação do texto evangélico
correspondente (dirigente ou leitor);
-
comentários da leitura do Evangelho
(dirigente ou um comentarista);
-
reflexão da passagem das Escrituras
(leitores);
-
oração em forma de súplica (dirigente e
assembléia).
De acordo com o tempo disponível, é
possível escolher entre seguir todo o texto ou eliminar os comentários
das leituras do Evangelho, cujo conteúdo está, de certa forma, também
revelado na "Reflexão da Palavra". Esta forma mais curta
permite um fluxo mais rápido da mensagem a ser transmitida, embora perca
no aprofundamento de cada passagem.
A procissão é precedida por três ministros
da comunidade: um leva o Círio Pascal aceso ou uma vela acesa no Círio
Pascal, o que for mais prático; o outro a Bíblia; um terceiro, um ramo
de flores, sinal de vida, ou um ícone ou figura do Cristo Ressuscitado.
O dirigente da celebração acompanha-os. Encerra-se o ato religioso junto
à Pia Batismal e ao Círio Pascal.
|