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Os quadros da Via-Crúcis (estações) representam os
episódios mais marcantes na Paixão e Morte de Cristo. Contam a
trajetória de Jesus desde o momento em que foi condenado por Pilatos até
o Calvário (ou Gólgotha, “lugar do crânio”, "da caveira", em hebraico),
em Jerusalém.
Aparecem em seqüência: a condenação, Jesus carregando a
cruz, o encontro com Maria, a ajuda que recebeu de Simão Cireneu, as
três vezes em que caiu, o consolo das mulheres de Israel, a ocasião em
que Verônica enxugou seu rosto, o momento em que foi despido, sua
crucificação, morte, descida da cruz e, por fim, seu sepultamento.
Diferentemente das demais estações, as que retratam as
quedas e o encontro com Verônica não estão relatadas nos Evangelhos.
Foram eventos agregados à história graças à devoção popular e, daí,
perpetuaram-se.
Na verdade, desde a sua criação, no Século XV, a
Via-Crúcis sofreu modificações ao longo do tempo. A colocação das
estações da Via-Sacra nas igrejas não era comum até o fim do Século
XVII, e a popularidade da prática parece ter se dado principalmente
devido às indulgências que recebia quem a percorria em Jerusalém.
Somente dois séculos depois, em pleno Século XX, o
Vaticano incluiu a 15ª estação, pois o mistério da fé cristã é a Morte e
a Ressurreição de Cristo – a Páscoa do Senhor. Por isto, a última
estação foi incluída para simbolizar que a morte não é o fim de tudo e
nos lembrar o porquê de nossa fé.
As quinze estações da Via-Crúcis que apresentamos são da
Igreja Nossa Senhora Auxiliadora de Londrina, com as obras realizadas
pelo artista plástico Jonas Lima Correa Neto, de Quatro Barras, Paraná.
Existem várias formas de apresentação da Via-Crúcis
tradicional, variando inclusive o número de estações e são baseadas em
fatos bíblicos e na tradição popular.
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