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Existe uma proposta alternativa, na qual a Via-Crúcis tem
uma seqüência diferente de estações. Esta prece, chamada Via-Crúcis Bíblica,
é baseada no Evangelho de Lucas (com pequenas exceções), há uma
reorganização das estações do final e não figuram as estações nas quais
faltam referências bíblicas precisas, que são: as três quedas de Jesus,
o seu encontro com a Mãe e o encontro com Verônica.
São
incluídas as estações da agonia de Jesus no Horto das Oliveiras, sua prisão, o
julgamento no Sinédrio, a negação de Pedro, a promessa do Paraíso para o
bom salteador, a presença da Mãe e do discípulo próximos da cruz.
Tratam-se, como se vê, de estações com grande mensagem salvífica e de
importância teológica no drama da Paixão de Cristo.
A proposta da Via-Crúcis Bíblica não é de todo
nova, surgiu em Roma durante o Jubileu de 1975. A Congregação para o
Culto Divino, nos últimos anos, autorizou em várias ocasiões o uso desta
formulação, alternando-a com o modo tradicional da Via-Sacra.
Esta seqüência de estações foi usada na Via-Sacra que o
Papa João Paulo II rezou no Coliseu, em Roma, na noite da Sexta-Feira
Santa de 2004.
A Via-Crúcis Bíblica revela que a fé, as orações
e o respeito são os mesmos das demais Vias-Sacras, pois todas tratam dos
últimos instantes de Jesus, nosso Salvador.
Para participar da Via-Crúcis Bíblica, cada
discípulo de Jesus deve reafirmar sua adesão ao Mestre: para gritar
apenas o “Sim”, como gostaria de ter feito Pedro; para abrir-se, com o
bom salteador, à fé em Jesus, o Messias sofredor; para permanecer perto
da cruz de Cristo, como a Mãe e o discípulo; e para receber a Palavra
que conserva, o sangue que purifica e o espírito que dá vida.
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