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A Penitência ou Confissão é
o Sacramento instituído por Jesus Cristo para perdoar os
pecados cometidos depois do Batismo. É a forma amorosa de
Deus possibilitar a nossa reconciliação com Ele e reabrir
para nós o canal de Suas graças.
A Igreja ensina que, por
direito divino, é necessário confessar individualmente
todos e cada um dos pecados mortais, bem como as
circunstâncias que mudam a espécie dos pecados; e que a
confissão individual e íntegra, com a absolvição a cada
penitente, permanece o único meio ordinário pelo qual os
fiéis se reconciliam com Deus e com a Igreja, a não ser
que a verdadeira impossibilidade física ou moral os
dispense deste modo de confissão.
O Sacramento da Reconciliação ou confissão
é o sinal do amor de Deus que perdoa nossa fraqueza e nos resgata do
desvio para o verdadeiro caminho. É a experiência da misericórdia de
Deus que nos levanta de nossas quedas.
Quando a consciência nos acusa pela
infidelidade ou incoerência a Deus, humildemente reconhecemos nossas
próprias faltas e fraquezas, arrependemo-nos, confessamos os nossos
pecados, recebemos a manifestação do amor de Deus pelo gesto sacramental
(absolvição) e assumimos novos passos na comunhão com Deus e com os
irmãos.
Você está angustiado? Tem complexos, fracassos, é
fingido, não se aceita, tem mágoas e ressentimentos? Medo?
Ciúmes, raiva? Insegurança? Desânimo? Vícios,
neuroses, apegos mundanos, preconceitos, inibições, doenças
físicas ou psicológicas? Peça a Jesus que cure
você através do poder da confissão.
Por Que Confessar?
Você deseja receber o perdão por meio do sacramento
da confissão. Gostaríamos de lhe ajudar na preparação
deste momento tão importante. A confissão é a
celebração da misericórdia de Deus. Jesus disse
aos seus discípulos: "os pecados daqueles que vocês
perdoarem, serão perdoados" (Jo 20, 23). Os sacerdotes
são herdeiros desta missão. Portanto o padre empresta
seus ouvidos e seu coração para que o próprio
Cristo possa acolher e perdoar você.
Alguns Detalhes
Importantes
Como
muitos desejam se confessar seja breve e claro ao acusar os seus
pecados. Se houver dúvidas, ou necessidade de uma conversa mais
prolongada, procure o padre em outro dia no expediente paroquial.
Igualmente se você nunca confessou em sua vida, ou seja, não teve uma
preparação para este sacramento quando criança ou adulto, procure em sua
paróquia a catequese de adultos. Outro detalhe é o de quem está amasiado
ou tem amante não pode se confessar – converse com o Pároco a respeito.
Texto Bíblicos
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Lucas
17,1-2; 18,9-14; 15,11-32; 7,36-50
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Oração
Antes da Confissão
Senhor Pai de misericórdia, Deus de bondade, amor e
perdão, vós não quereis a morte, mas a conversão do pecador; mandai,
pois, o vosso Espírito Santo, para que eu reconheça meus pecados e
purifique meu coração. Convertei-me, Senhor. Amém.
O
Momento da Confissão
É um
dos atos do Sacramento do Perdão. Você faz isso junto ao sacerdote.
Chegando na presença do padre diga quanto tempo faz desde sua última
confissão. Diga seus pecados com sinceridade e simplicidade. Não diga os
pecados dos outros. Não diga o que você não fez. Conte todos as pecados
graves. Não diga só o que você fez de bom. Fale resumidamente, sem
contar histórias prolongadas. Se você escreveu os pecados, leia-os
perante o Sacerdote. Aguarde alguma orientação do sacerdote.
(Arrependa-se dos pecados, prometa a Deus de não cometer mais esses
pecados e assuma algumas atitudes concretas, para deixar os pecados).
No
final, faça o Sinai da Cruz e juntamente com o Sacerdote, reze seu ato
de contrição. Se não souber de cor reze assim: "Perdão, Senhor. Estou
arrependido dos meus pecados. Não quero mais pecar. Amém". O sacerdote
lhe dará a absolvição e a penitência.
Horários
Dentro das possibilidades e
durante o expediente paroquial, o pároco atende a todos
que desejam fazer uma confissão.
Existem as confissões gerais
às vésperas do Natal e da Páscoa, que são avisadas com
antecedência durante as Celebrações da Eucaristia que as
antecedem.

Sacramento da Reconciliação
O novo "Rito da Penitência", também chamado "Rito da
Reconciliação" enriqueceu sobremaneira a celebração deste
sacramento, confirmando a realidade mais profunda de sua
significação de ser a santificação do homem e a
glorificação de Deus. A própria duplicidade em sua
denominação exprime a riqueza nele contida, para responder
às diferentes situações em que se encontram os fiéis
(carentes de uma conversão ou de uma reconciliação). Por
isso o ritual requer um uso de modo inteligente
adaptando-os às várias necessidades e circunstâncias.
Para uma verdadeira renovação do Sacramento da
Reconciliação devemos redescobrir que ele constitui
sobretudo um ato de culto, uma celebração vivencial, um
momento comunitário.
Esta realidade profunda do sacramento é expressa através
de sinais e, em sua essência, se compõe, da parte do
penitente, de uma atitude cultual de arrependimento
(conversão) diante de Deus, pois "desta contrição do
coração depende a verdade da penitência" (Op 6) e, da
parte da Igreja, representada pelo ministro, das palavras
e gestos rituais de reconciliação (cf. Rec. et Paenitentia,
nº 31,III). Desta forma, o ministro da penitência
manifesta a misericórdia de Deus Pai, acolhendo o
penitente, ouvindo-o, esclarecendo-o, confortando-o com a
Palavra e anuncia o perdão que vem do Pai pelo Cristo no
Espírito.
A narrativa dos Santos Evangelhos e a experiência dos
cristãos que a sabedoria da Igreja soube canonizar, nos
revelam que quanto mais o homem se confrontar com o amor
de Deus, mais se sentirá pecador e é neste confronto com a
perfeição divina que somos chamados a celebrar a bondade e
a misericórdia de Deus para conosco, reatando assim
novamente a Aliança.
A liturgia penitencial celebrada na sua dimensão eclesial
constitui uma vivência extraordinária do Mistério Pascal,
pois neste mistério da Morte e Ressurreição de Cristo
estão as raízes da libertação do homem e reconciliação com
Deus. Assim convém que a confissão se faça no contexto da
proclamação da Palavra de Deus, onde se revela o mistério
salvífico de Cristo que nos chama à sua participação
abrindo perspectivas para uma vida nova e uma experiência
profunda em Deus. Tudo isso permitirá viver o Sacramento
da Penitência numa perspectiva batismal como nascimento no
Espírito, como uma passagem através da morte e
ressurreição do Cristo e como uma nova e melhor integração
na Comunidade eclesial.
Todo sacramento é obra do Espírito e na Penitência, o
gesto de imposição das mãos é um apelo à sua vinda.
A alegria do perdão deve, pois, transparecer na celebração
em cantos e atitudes. Se o pecado é a degradação do homem,
o perdão o reabilita; se o pecado humilha, o perdão
restabelece na dignidade de filho; se o afastamento o
entristece, a volta traz consigo o júbilo que provoca a
festa de um banquete (cf. CNBB, Doc 6, 1977), uma vez que
tudo se orienta para a Eucaristia, onde este sacramento
encontra a sua plenitude, pois reconciliado com o corpo
eclesial de Cristo o cristão deve tomar parte também no
Corpo Eucarístico.
O novo rito frisa o pecado não apenas como infidelidade a
Deus, mas também como dano causado à Comunidade eclesial,
cuja santidade é ofuscada pelo pecado. Também os pecados
mais pessoais e ocultos não deixam de ter repercussão
desfavorável sobre o corpo místico de Cristo e sobre o
próprio mundo.
Assim, a Igreja, fiel a seu próprio ensinamento, no
mistério da reconciliação, leva o homem a considerar,
hoje, de modo especial, as conseqüências sociais do
pecado, sem se esquecer de insistir na natureza própria da
penitência, que renuncia ao pecado como infidelidade a
Deus (cf. CNBB, Doc 6, 1977). Contudo, é comum ainda em
nossos dias presenciarmos liturgias penitenciais que levam
a um exame de consciência individualista, em que cada um
só considera seu relacionamento com Deus, fazendo da
celebração penitencial um ato coletivo mas não comunitário
(cf. CNBB, Doc 6, 1977).
É necessário que os fiéis sejam despertados para a
percepção do próprio comprometimento com as situações do
pecado. Isto exige uma catequese que deve levar à formação
da consciência frente ao Projeto de Deus e à realidade em
que se vive. Uma catequese que ajude a pessoa a fazer uma
análise crítica do seu comportamento, bem como das
estruturas, visando a transformação pessoal e social.

Preceitos
Os católicos confessam-se com os padres, que também são
pecadores; os crentes confessam-se somente com Deus! –
porque lemos na Bíblia: "Quem pode perdoar os pecados,
senão só Deus?" (Mc 2,7).
Quem negava a Jesus o poder de perdoar os pecados, e até O
taxava de blasfemador, eram os orgulhosos escribas. Jesus,
porém, lhes respondeu (Mc 2,10): "Para que saibais que o
Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os
pecados...", Jesus curou o paralítico perdoado, à vista
deles.
Este poder de perdoar os pecados, Jesus o confiou aos
homens pecadores, aos Apóstolos e seus legítimos
sucessores, no dia mais solene, da sua Ressurreição,
quando lhes apareceu e disse (Jo 20,21-23): "Assim como
meu Pai me enviou, também eu vos envio a vós. Tendo dito
estas palavras, soprou sobre eles e disse-lhes: "Recebei o
Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados,
ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes,
ser-lhes-ão retidos".
Não resta dúvida que o sopro de Cristo ressuscitado e as
palavras: "Recebei o (dom do) Espírito Santo..." expressam
claramente que os Apóstolos não obtiveram o poder de
perdoar os pecados em virtude de sua santidade ou
impecabilidade, mas como um dom especial, merecido por
Cristo e a eles conferido, em favor das almas, remidas
pelo seu sangue derramado na cruz.
Daí dizer: "Eu não me confesso com os padres, porque eles
também são pecadores, demonstra igual insensatez, como
afirmar: "Eu não vou, com a minha doença procurar conselho
e remédio dos médicos, porque eles também ficam doentes".
Por isso os católicos, mesmo que sejam papas, cardeais e
reis, dobram humildemente suas cabeças diante de tão
claras palavras de Jesus e confessam seus pecados diante
dum simples sacerdote, para receber o perdão de Deus.
Os outros crentes, porém, preferem ignorar estas palavras
de Jesus, e desprezar o grande dom de Jesus, no sacramento
da Penitência. Para motivar este procedimento, procuram na
Bíblia vários textos no sentido: "Convertei-vos... fazei
penitência... arrependei-vos, para que os vossos pecados
sejam perdoados,... para que sejais salvos".
Ninguém duvida de que o sincero arrependimento dos
pecados, confirme propósito de não pecar mais, e
satisfação feita a Deus e aos prejudicados, eram no Antigo
Testamento condições necessárias e suficientes para obter
perdão de Deus. O mesmo vale ainda hoje para todos os que
desconhecem Jesus e seu Evangelho; para os que não tem
nenhuma ocasião de se confessar; e são ainda condições
necessárias para obter perdão na boa Confissão. Mas quem
no seu orgulho não acredita na veracidade e
obrigatoriedade das palavras de Cristo Ressuscitado, com
as quais ele instituiu o sacramento da Penitência, e por
isso não quer se confessar, não receberá perdão!
Cada pecado é um ato de orgulho e desobediência contra
Deus. Por isso "Cristo se humilhou e tornou-se obediente
até a morte, e morte na cruz" (Flp 2,8) para expiar o
orgulho e a desobediência dos nossos pecados, e nos
merecer perdão. Por isso ele exige de nós este ato de
humildade e de obediência, na Confissão sacramental, na
qual confessamos os nossos pecados diante do seu
representante, legitimamente ordenado. E, conforme a sua
promessa: "Quem se humilha, será exaltado, e quem se
exalta, será humilhado" (Lc 18,14).
Alguns "crentes" aliciam os católicos para sua seita com a
promessa de que, depois do batismo (pela imersão), estarão
livres de qualquer pecado e nem poderão mais pecar!
Conseqüentemente, não precisarão mais de nenhuma
Confissão. Apóiam esta afirmação nas palavras bíblicas de
I Jo 3, 6 e 9: "Quem permanece Nele, não peca; quem peca,
não O viu, nem O conhece" e "Todo aquele que é gerado por
Deus, não comete pecado, porque nele permanece o germe
divino" (a graça santificante).
É preciso lembrar que o princípio bíblico de que entre as
verdades bíblicas, reveladas por Deus, não pode haver
contradições. Por isso, as palavras menos claras, devem
ser esclarecidas por palavras mais claras ou pela
autoridade estabelecida por Deus (Magistério da Igreja).
Ora, o próprio João Apóstolo escreve em (I Jo 1,8-10): "Se
dissermos que não temos pecado algum, enganamo-nos a nós
mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os
nossos pecados, Ele é fiel e justo, e nos perdoa de nossos
pecados, e nos purifica de toda a iniqüidade. Se dissermos
que não temos pecado, taxamos-Lo de mentiroso, e a sua
palavra não está em nós".
Por isso a tradição Apostólica interpreta as palavras de I
Jo 3,9: "Todo aquele que é gerado por Deus não peca", no
sentido de "não deve pecar gravemente", já que possuindo a
graça de Deus, tem suficiente força para vencer as
tentações. Enquanto as claras palavras em I Jo 1,8-10
falam dos pecados leves - venais; sendo somente Maria
Imaculada livre de qualquer mancha do pecado original e
pessoal, em previsão dos méritos antecipados de Jesus
Cristo que a escolheu por sua Mãe.
Portanto, todos os homens adultos necessitam de
Misericórdia Divina; e os sinceros seguidores da Bíblia
recebem-na, agradecidos, no sacramento da Confissão.

Fontes:
CatolicaNet
Paróquia Santa Isabel |