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A Eucaristia é o Sacramento
por excelência, pois é o próprio Corpo de Cristo entregue
por amor de nós. É um Sacramento que, pela admirável
conversão de toda a substância do pão no Corpo de Jesus
Cristo, e de toda a substância do vinho no seu precioso
Sangue, contém verdadeira, real e substancialmente o
Corpo, Sangue, Alma e Divindade do mesmo Jesus Cristo
Nosso Senhor, debaixo das aparências de pão e de vinho,
para ser nosso alimento espiritual.
O pão e o vinho tornam-se
Corpo e Sangue de Jesus no momento da Consagração na
Missa. Essa miraculosa conversão é chamada pela Igreja
Transubstanciação . Depois da consagração já não fica pão
nem vinho, mas ficam somente as respectivas espécies ou
aparências, sem a substância.
Há obrigação de receber a
comunhão todos os anos pela Páscoa, e em perigo de morte
como alimento para a "viagem" . Mas tamanha é a graça
poder receber a comunhão que é ótimo comungar
freqüentemente e até todos os dias, contanto que se faça
com as devidas disposições.
Primeira
Comunhão
A Eucaristia, que faz a Igreja, é o centro da vida cristã,
celebrada como dom do amor, conforme o desejo expresso do
próprio Cristo: "Fazei isto em memória de mim". Portanto,
a preparação e o envolvimento dos pais, dos catequistas,
da comunidade, dos catequizandos, do pároco para este
momento deve ser intensa, feita com seriedade, marcada
pelo acolhimento, fazendo com que todos se sintam membros
participantes da Igreja, que faz a Eucaristia.
A Catequese para a Primeira Eucaristia deve ser um momento
celebrativo forte, marcando existencialmente a criança em
seu processo permanente de formação e de vivência cristã.
Datas e Documentos
Informar-se na secretaria da paróquia sobre as datas e
documentos.

Catequese de
Adultos
Riqueza de Testemunho e Vida Comunitária
A experiência da catequese constitui uma das mais ricas
vivências de vida em comunidade para quem se coloca a
serviço dos irmãos. A grande riqueza desta experiência
verifica-se na vocação particular de cada catequese, desde
a catequese de crianças até a catequese de adultos, e
precisamente sobre esta última eu desejo chamar a atenção.
Os adultos e jovens que procuram alguma catequese, na
maioria das vezes, o fazem por escolha própria. Eles não
estão procurando por imposição ou obrigação, salvo os
casos em que outros interesses particulares, que não o
Sacramento em si, trazem-nos a um grupo de catequese.
Por este motivo, existem alguns fatores que se tornam
fundamentais para os primeiros passos de uma profunda
mudança de vida e de uma sempre renovada conversão: a
perseverança na participação no grupo, a oração em
conjunto, a acolhida, o tão necessário respeito pelo
outro, o diálogo, enfim que a catequese se torne um espaço
de liberdade e intimidade para alimentar a Fé.
Um espaço de abertura e sinceridade que aos poucos irá se
transformando numa necessidade, onde a vida do amigo se
torna importante, onde começa a ser visível a ação do
Senhor nessa "pequena comunidade" chamada a trabalhar e,
juntos, amadurecer na Fé. Da mesma forma como outrora
aconteceu naquela outra pequena comunidade de doze homens
simples que largaram tudo para seguir o Mestre.
Desta forma a graça do Sacramento começa agir mesmo antes
de este ser recebido pelo catequisando adulto, na vontade
e no desejo profundo de caminhar na Fé e de conhecer e
amar a Igreja. Assim, é o próprio Espírito Santo que
conduz, na liberdade, aqueles que perseveram e decidem
"acordar" e começar a olhar o mundo com outros olhos. Não
somente sair de si para ir ao encontro do irmão e
descobrir o rosto humano do Cristo vivo e ressuscitado,
senão, também o caminho de volta para si mesmo, entrar
dentro de si para descobrir o amor do Senhor agindo na
própria vida, para reconhecer as próprias fraquezas e
para, à luz do evangelho, se conhecer e poder falar como
João Batista, "é necessário que Cristo cresça e que eu
diminua".
Como catequista de Crisma para universitários, tenho
experimentado grandes alegrias ao ver como a vida
comunitária faz amadurecer na Fé, e como muitos dos
crismados procuram servir a Deus e a Igreja através do
engajamento em alguma Pastoral, onde são chamados a serem
testemunhas do Reino, e continuar a vida em comunidade e
dar muito fruto, uma vez que recebem a graça do Sacramento
que os confirma na caminhada da Igreja Católica Apostólica
Romana e na fé em Cristo Jesus.

Sacramento da Eucaristia
A Eucaristia é o
alimento. Ninguém vive sem se alimentar. Para viver,
dependemos não só da comida, mas também do pão da
fraternidade, do carinho, da justiça. Nessa experiência de
repartir o pão de cada dia, seja o pão de trigo, seja o
pão da dor ou da alegria, Deus está presente. Celebrar a
Eucaristia é também uma denúncia contra a falta de
fraternidade que existe no mundo; porque na Eucaristia
comemos do mesmo pão, quando na vida falta pão para tanta
gente. Acreditamos e celebramos tudo isso na comunhão. A
Eucaristia é Deus mesmo se repartindo como pão, na doação
de Jesus.
A Santa Eucaristia conclui a iniciação
cristã. Os que foram elevados à dignidade do sacerdócio
régio pelo Batismo e configurados mais profundamente a
Cristo pela Confirmação, estes, por meio da Eucaristia,
participam com toda a comunidade do próprio sacrifício do
Senhor.
Na Última Ceia, na noite em que foi
entregue, nosso Salvador institui o Sacrifício Eucarístico
de seu Corpo e Sangue. Por ele, perpetua pelos séculos,
até que volte, o sacrifício da cruz, confiando destarte à
Igreja, sua dileta esposa, o memorial de sua morte e
ressurreição: sacramento da piedade, sinal da unidade,
vínculo da caridade, banquete pascal em que Cristo é
recebido como alimento, o espírito é cumulado de graça e
nos é dado o penhor da glória futura.
Muitos pensam que os Sacramentos são obras
eclesiásticas, ou seja, criadas pela Igreja, mas isso não
é verdade, todos os Sacramentos são sinais da graça de
Deus que são expressos sem sombra de dúvidas na Palavra de
Deus. Por exemplo: a presença de Jesus no Pão e no Vinho,
é bem explicada nas Escrituras que relatam a última
refeição de Cristo com os Apóstolos: A Santa Ceia. Veja
abaixo algumas palavras que Jesus disse aos seus
apóstolos:
"Durante a refeição, Jesus tomou o pão e,
depois de o benzer, partiu-o e deu-lhe, dizendo: 'Tomai,
isto é o meu corpo'. Em seguida, tomou o cálice em suas
mãos, deu graças e o apresentou, e todos deles beberam. E
disse-lhes: 'Isto é o meu sangue, o sangue da nova e
eterna aliança que será derramado por vós e por todos. Em
verdade eu vos digo: já não bebereis do fruto da videira,
até aquele dia em que o beberei de novo no Reino de Deus'"
(Mc 14, 22-25).
Através das palavras de Cristo, podemos
perceber a firmeza de suas palavras. Ele não disse que o
Pão simbolizava a sua carne, mas é verdadeiramente a sua
carne. Não disse também que o vinho representava o seu
sangue, mas é verdadeiramente o seu sangue.
Jesus disse também: "Eu sou o pão da vida:
aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em
mim jamais terá sede" (Jo 6, 35). Quem recebe o Cristo,
com a convicção que realmente Jesus está presente na
Hóstia Consagrada, tem a benção de estar sempre saciado de
graças vindas Dele.
Quando comungamos, nos transformamos em
verdadeiros Sacrários, por isso é importante deixar bem
limpo o lugar em que Jesus vai habitar. É através da
Confissão que limpamos o nosso ser, recebendo a absolvição
de nossos pecados.
Podemos então concluir que a Eucaristia,
que significa "Ação de Graças" é o alimento da alma.
Através dele passamos a caminhar com mais força rumo à
Salvação. O importante é comungar com a convicção que
Jesus é o Sacramento da Eucaristia, que é um grande
presente Dele à nós.

Fontes:
CatolicaNet
Maria Elena Infante Vargas.
Paróquia Santa Isabel
Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora - Bom Retiro |