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O Batismo é o Sacramento pelo
qual renascemos para a graça de Deus e nos tornamos
cristãos.
O Sacramento do Batismo
confere a primeira graça santificante, que apaga o pecado
original e também qualquer pecado atual, se existir;
perdoa toda a pena por eles devida; imprime o caráter de
cristão; faz-nos filhos de Deus, membros da Igreja e
herdeiros do paraíso, e torna-nos capazes de receber os
outros Sacramentos.
Batiza-se derramando água
sobre a cabeça do batizando, ou, não podendo ser sobre a
cabeça, sobre qualquer outra parte principal do corpo,
dizendo ao mesmo tempo: "Eu te batizo em nome do Pai e do
Filho e do Espírito Santo".
Curso de Batismo
Terceira quarta-feira do
mês: às 19h00.
Batizados
Quarto domingo do mês, após
a missa das 9h30.
Documentos Exigidos
-
Certidão de Casamento
Religioso.
-
Comprovante de residência.
-
Se não residir na paróquia, autorização da paróquia que
participa.

Sacramento do Batismo
O Batismo é a porta de entrada na Igreja, necessário para
a Salvação pelo menos em desejo, e, também, para receber
validamente os outros sacramentos (cf. CDC 849).
A graça batismal é uma realidade rica que produz o
nascimento para a Vida Nova, pelo qual o homem se torna
filho adotivo do Pai, membro de Cristo, herdeiro do Reino
de Deus, templo do Espírito Santo, incorpora o batizado à
Igreja e redime do pecado original e de todos os pecados
pessoais.
Preparação
Os pais têm obrigação de cuidar que as crianças sejam
batizadas logo nas primeiras semanas de vida (cf. Cân.
867).
Toda paróquia deve oferecer uma oportunidade aos pais de
preparação para o Batismo de seus filhos, levando-se em
conta a necessidade e as condições dos mesmos.
A preparação seja entendida como um conjunto de
iniciativas que promovam pais, padrinhos e batizandos
adultos, não só com doutrinação, mas também com a inserção
na Vida Comunitária. Se isso não acontecer, cabe à equipe
de pastoral do Batismo a tarefa de procurar iniciar ou
estimular essa integração.
Por ser o Batismo um sacramento que incorpora o batizando
à comunidade paroquial, é conveniente que, tanto a
preparação quanto a Celebração sejam feitos na paróquia
onde os pais ou batizandos adultos moram ou freqüentam
habitualmente.
"É importante lembrar que esses encontros de preparação
deverão ser mais participativos, dialogais, fraternos e
atualizados, que levam os participantes a uma comunhão
pessoal com Jesus. Para tanto os organizadores devem
evitar repetir mecanicamente os seus conteúdos, mas antes,
procurar conhecer os participantes e adequar a eles o
conteúdo das reflexões e atividades, além de reciclarem a
sua própria formação" (RA 453).
"Os encontros de preparação devem estar na linha
catecumenal, isto é: devem incluir doutrina, vivência e
celebração. Em todos estes encontros seja destacado o
caráter celebrativo do Mistério Pascal" (cf. RA 454,455).
Crianças, até 7 anos, não precisam de preparação. Para
maiores de 7 anos, haja catequese adequada, conforme a
situação de cada um. No caso de adultos, haja preparação
completa da doutrina Católica e Catecumenato de integração
comunitária, correspondendo às diversas etapas, de acordo
com o Ritual de Iniciação Cristã de adultos (cf. Câns. 852
e 97).
A paróquia onde os pais se prepararam deverá oferecer um
comprovante que será apresentado na paróquia onde será
realizado o Batismo.
Padrinhos
Na cultura brasileira o compadrio é muito forte, quase um
parentesco. Por isso, enquanto possível, sejam dados
padrinhos ao batizando. Pode haver um só padrinho ou uma
só madrinha (cf. Câns. 872 - 873).
Para assumir a missão de padrinho ou madrinha, requer-se
livre escolha e intenção de aceitar tal incumbência; que
tenha completado dezesseis anos de idade, seja católico,
crismado, já tenha feito a Primeira Comunhão, participe da
comunidade e não seja pai ou mãe do batizando (cf. Cân.
874).
Celebração
O Batismo seja celebrado de modo solene e com a
participação da comunidade, sobretudo dos pais, parentes,
padrinhos e da equipe de celebração.
A celebração do Batismo em casas particulares ou nos
hospitais só pode ser feita quando a criança corre risco
de vida.
Os saídos da infância (a partir dos 7 anos) devem ser
preparados através da Catequese, ao final da qual serão
batizados e farão a Primeira Comunhão, e serão
encaminhados, oportunamente, à preparação para a Crisma
(cf. Cân. 97 e 852).
Para os adultos, realizar-se-á, de uma só vez, os
sacramentos de iniciação (Batismo, Crisma e Eucaristia),
de preferência na Vigília Pascal (cf. Cân. 863).
A celebração do Batismo de crianças será presidida por
Sacerdote, Diácono Permanente ou Ministro Extraordinário,
devidamente provisionado.
Os Batismos devem ser registrados nos livros próprios. Os
pais têm direito à certidão.
Casos Especiais
As mães (e pais) solteiros merecem especial e caridosa
acolhida pastoral.
Os pais que vivem juntos mas não podem se casar sejam
acolhidos com caridade e ajudados na educação Cristã dos
filhos, participando na comunidade.
Quando os pais estão em situação matrimonial irregular,
mas que pode ser regularizada, é necessário que a paróquia
se empenhe, convenientemente, em levá-los ao matrimônio,
valorizando, assim, a vivência sacramental.
Quando os pais forem de religiões diferentes, respeite-se
a religião da parte não católica, sua liberdade de estar
ausente da preparação e batismo do filho. Ao mesmo tempo,
que se exija da parte católica, apoiada pela comunidade,
garantia de educação na Fé do batizando.
Acompanhamento
Como nossa realidade é, praticamente, toda urbana, é
importante que se criem grupos de reflexão, de oração, de
vida, onde o compromisso batismal possa ser vivido,
desenvolvendo-se também sua dimensão social de transformar
e santificar o mundo. Pois a Igreja existe não apenas para
"salvar-se", mas para colaborar na salvação do mundo.

Preceitos
Há os que afirmam que o batismo dos católicos não é
válido! Só os adultos que crêem podem receber validamente
o batismo, que só vale por imersão!
Onde estão as provas bíblicas para esta afirmação? Não
existem!
Alguns "crentes" afirmam que Jesus foi batizado no rio
Jordão por imersão. Mas, os Evangelhos não falam disso!
Pode ter sido batizado como o apresentam antigas estampas:
ficando com os pés no rio, enquanto João Batista lhe
derramava a água, com a mão na cabeça. Na verdade, o modo
de molhar o corpo com a água não tem importância! Senão
seria prescrito!
Outros afirmam que "baptizare", em grego, significa
"imergir na água" logo... Os biblistas, porém, documentam
que em várias passagens da Bíblia esta palavra significa,
igualmente, "lavar" ou "molhar" na água as mãos, os dedos,
os pés etc.
São Paulo usa esta palavra em 1Cor 10,2: "Todos (os
israelitas) foram batizados em Moisés, na nuvem e
no mar". (como símbolo do batismo cristão). Sabemos,
porém, que este batismo não aconteceu por imersão pois os
israelitas, junto com todas as crianças, passaram o Mar
Vermelho a pé, enxuto, tocando apenas a areia úmida do
mar. Quem tomou o "batismo por imersão", foram os soldados
egípcios! E todos pereceram! (Ex 14,19-20). No batismo
vale mais a fé em Deus e a obediência a seu legítimo
representante do que a maneira de aplicar a água.
Alguns textos bíblicos indicam o batismo feito por
imposição. Em At 8,36-38 lemos sobre o batismo do eunuco
etíope, feito pelo diácono Filipe, no caminho entre
Jerusalém e Gaza, onde não existe nenhum rio ou lagoa, em
que seria possível batizá-lo por imersão. Há apenas
pequenas nascentes.
At 9,18-19 relata o batismo de Saulo convertido numa casa
de Damasco. Não havia piscina nem tempo para batismo por
imersão; pois, lemos: "Imediatamente lhe caíram dos olhos
como escamas, e recuperou a vista. Levantando-se, foi
batizado, e tomando alimento, recuperou as forças".
Igualmente em Filipos (At 16,33) São Paulo batizou o
carcereiro convertido: "Naquela hora da noite (o
carcereiro) lavou-lhe as chagas e imediatamente foi
batizado ele e toda a sua família". E nos cárceres
romanos não havia piscinas!
Como no caso acima, assim também na ocasião do batismo de
Lídia e de Estéfanas, S. Paulo menciona que Lídia recebeu
o batismo "com todos os de sua casa"; (At 16,14-15) e
"batizei a família de Estéfanas" (1Cor 1,16) onde,
certamente, não faltavam crianças pequenas.
O próprio Jesus afirma a Nicodemos: "Em verdade, em
verdade te digo, que quem não renascer da água e do
Espírito Santo, não pode entrar no Reino de Deus". Para os
primeiros cristãos esta regra valia igualmente para as
crianças. Por isso Santo Ireneu (que viveu entre 140 a
204) escreveu: "Jesus veio salvar a todos os que através
dele nasceram de novo de Deus: os recém-nascidos, os
meninos, os jovens e os velhos" (Adv. Haer. livro 2).
Orígenes (185 255) escreve: "A Igreja recebeu dos
Apóstolos a tradição de dar batismo também aos
recém-nascidos". (Espist. ad Rom. livro 5,9). E S.
Cipriano em 258 escreve: "Do batismo e da graça não
devemos afastar as crianças" (Carta a Fido).
Na "Nova e Eterna Aliança"o batismo substituiu a
circuncisão da "Antiga Aliança", como rito da entrada para
o povo escolhido de Deus. Ora, se o próprio Deus ordenou a
Abraão circuncidar os meninos já no 8º dia depois do
nascimento, sem exigir deles uma fé adulta e livre
escolha, então não seria lógico recusar o batismo às
crianças dos pais cristãos, por causa de tais exigências.
Por isso a Igreja Católica recomenda batizar as crianças
dentro do primeiro mês, após o nascimento.
Mesmo que as seitas não dêem valor à Tradição Apostólica,
cada homem honesto reconhece que os cristãos dos primeiros
séculos conheciam muito bem e observavam zelosamente a
doutrina e as práticas religiosas recebidas dos Apóstolos.

Fontes:
CatolicaNet
Paróquia Santa Isabel |