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História de Santa Helena –
Festa 18 de Agosto
Helena (do grego, a
Resplandecente) era uma jovem bela e inteligente, de coração sensível e
bondoso. Trabalhava numa pensão localizada numa encruzilhada das
estradas imperiais na Ásia Menor. Um dia, conheceu um nobre oficial do
exército romano, o tribuno militar Constâncio Cloro, que por ela se
apaixonou e com o qual se casou.
Helena, porém, não foi
feliz nesse matrimônio. Por ordem do imperador Diocleciano, Constâncio
Cloro repudiou-a, com base na lei romana que não reconhecia o matrimônio
celebrado entre um patrício e uma plebéia; portanto, Helena era tida
simplesmente como uma concubina. Quando Constâncio Cloro recebeu o
título de “Augusto” (imperador), juntamente com o colega Galério, foi
obrigado a se livrar de Helena. Abandonada por Constâncio, Helena ainda
teve que vê-lo se casar com Teodora, uma parente do imperador, por
interesses políticos.
Helena ficou com a
incumbência de criar o filho Constantino, nascido da união deles em 285,
que, ao crescer, serviu ao exército, onde avançava de forma gradativa
por sua coragem e inteligência. O filho Constantino viria a ser o
primeiro imperador cristão de Roma.
Quando o pai morreu,
Constantino, mesmo sendo jovem, conseguiu sucedê-lo. Foi aclamado
“Augusto”, em 306 em York, pelas legiões da Britânia. Helena pôde voltar
ao lado do filho, com o meritíssimo título de “Nobilíssima Dona”, para
ter depois também a mais alta honra à qual uma mulher podia aspirar, o
de “Augusta”, quando o filho, desbaratando Maxêncio, seu pior inimigo,
na famosa batalha sobre o rio Tibre, às portas de Roma, se tornou
“imperador do orbe todo”, isto é senhor absoluto do império.
Até o ano de 313,
tanto Helena quanto seu filho eram ainda pagãos. Conta a história que,
durante a batalha contra Maxêncio, seu exército estava em desvantagem.
Constantino, que sempre foi contrário às perseguições aos cristãos, teve
então uma visão. Apareceu-lhe uma cruz luminosa no céu com os seguintes
dizeres: “Com este sinal vencerás”. Imediatamente ele mandou pintar a
cruz em todas as bandeiras e milagrosamente venceu a batalha. Nesse
mesmo dia tanto ele quanto sua mãe Helena se converteram ao
cristianismo. O imperador mandou cessar imediatamente toda e qualquer
perseguição contra os cristãos, no famoso decreto de Milão do ano de
313. Helena recebeu o batismo e dedicou todo seu tempo a divulgar e a
proteger a religião cristã.
Foi o início de uma
pacífica obra de reconstrução, que incluiu a paz com o Cristianismo.
Através de suas relações com o Cristianismo, ele deu de fato à sua
monarquia um conteúdo espiritual, atribuindo sua vitória à proteção de
Cristo.
Quanta influência
tenha tido Helena nessa conversão, com conseqüências tão portentosas,
não nos é dado conhecer. Mesmo que o historiador Eusébio, autor também
de uma “Vida de Constantino”, afirme que foi o imperador que levou a fé
à mãe, muitos acreditam que foi Helena que converteu o filho, uma
conversão porém bastante tépida, porque ele aguardou até o momento de
sua morte para receber o batismo, em 337. Helena, ao contrário,
manifestou um fervor religioso que se traduziu em grandes obras
benéficas e nas célebres basílicas nos lugares santos, dos quais ela se
tornou corajosa descobridora.
Mesmo com idade
avançada, Helena ainda teve forças para viajar à Palestina e beijar a
terra de Cristo e foi seguir as escavações iniciadas em Jerusalém pelo
Bispo São Macário, que reencontrou o túmulo de Cristo escavado na rocha
e pouco distante a cruz do Senhor e as duas cruzes dos ladrões. O
reencontro da cruz que se deu em 326, sob os olhos da piedosíssima mãe
do imperador, produziu grande emoção em toda cristandade. Levada pelo
entusiasmo desse primeiro sucesso, continuou a procura, encontrando a
gruta do nascimento de Jesus em Belém e o lugar no monte das Oliveiras,
onde Jesus esteve com os discípulos antes de subir ao céu.
Com estas descobertas,
mandou construir a Basílica da Natividade em Nazaré e a da Ascensão de
Jesus no Monte das Oliveiras. Ajudou ainda na construção de mosteiros de
monges e monjas. Das basílicas, uma delas, no Monte das Oliveiras, teve
o nome de Helena. Pressentindo que o fim estava próximo, voltou para
junto de seu filho Constantino, morrendo nos braços dele no ano 329, aos
oitenta anos de idade.
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