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A construção da Igreja de Nossa Senhora
Auxiliadora foi uma necessidade premente de nossa comunidade. Como a
paróquia cresceu em números e abrangência, e também vieram as novas
gerações, todos aceitaram o compromisso de levar a mensagem de Deus a um
contingente cada dia maior de fiéis. Com a ajuda desta grande família
que se formou em torno de Nossa Senhora Auxiliadora, a construção da
Igreja ampliou e torna mais capaz o fornecimento de condições plenas
ao trabalho pastoral de nossa Igreja.
O barracão que se transformou em igreja
cumpriu sua finalidade. Em seu espaço está uma parte importante da vida
desta comunidade, foram muitos anos testemunhando, dividindo e vivendo de
perto momentos decisivos na vida de tantas e tantas pessoas que nesta
igreja têm ligação com a Palavra de Deus.
Porém, o tempo passou e uma nova igreja
precisava ser construída. É esta história que está aqui relatada, de
como as pessoas da comunidade ergueram um templo para acolher a Palavra
de Deus e a Santa Eucaristia, sob a proteção de sua padroeira, Nossa
Senhora Auxiliadora.
Em maio de 1992,
quando era pároco o Pe. Dilermando Luiz Cozatti, começaram as promoções
para a construção de uma nova igreja. O espaço antigo tornara-se pequeno
e desconfortável, com muitas pessoas assistindo as missas em pé ou do
lado de fora da igreja. Pe. Dilermando assim comentou a construção da
igreja nova: “É preciso pensar longe e ter os pés no chão, sem perder a
consciência de que uma obra deste porte poderá durar muitos anos”. Para
viabilizar a construção, criou o CACI – Conselho Administrativo para a
Construção da Igreja.
A decisão da
comunidade em construir igreja nova sempre este presente. Em várias
oportunidades, as promoções tiveram pleno êxito, especialmente as festas
juninas e as quermesses que, ao reunir as pessoas e empresas da região,
proporcionaram resultados superiores aos que foram inicialmente
planejados. E os primeiros “sinais” da construção puderam ser vistos com
o início de terraplenagem no mês de dezembro de 1992.
O terreno preparado
permitiu que fossem feitos estudo e medições do solo para a fabricação
de materiais de base. Os testes da primeira viga eram realizados no mês
de abril de 1993. Divulgou-se nesta época que a igreja utilizaria telhas
sul-africanas, não por luxo, mas como economia, pois o item escolhido é
feito à base de aço revestido de acrílico e tem garantia de 30 anos e de
15 ano na pintura. Este tipo de material remover qualquer possibilidade
de goteiras e permite ainda, devido à sua leveza, a economia de 30% do
uso de madeira na estrutura.
No dia 20 de março de
1994 foi feita a bênção da pedra fundamental da nova Igreja de Nossa
Senhora Auxiliadora, pelo Arcebispo Dom Albano Cavallin, na presença do
pároco, Pe. Adolfo Martini, do vigário auxiliar, Pe. Wagner de Medeiros,
e do novo inspetor provincial de São Paulo, Pe. Antônio C. Altieri.
Para marcar a data,
foi realizada uma grande promoção de "carneiro no buraco", que reuniu
cerca de 1.000 pessoas e exigiu a construção de um grande barracão, o
“Galpão Dom Bosco”, com dois bares, cozinha e banheiros. Num prazo
recorde de 20 dias, foi construído o galpão com 650 metros para que
fossem realizadas reuniões festivas (bailes, almoços, festa das
crianças, da padroeira), bem como missas em ocasiões em que não cabiam
todas as pessoas na igreja (Missa de Natal, de Ramos, da Páscoa).
Toda a comunidade se
uniu em torno do ideal de construir a nova igreja. Durante duas semanas,
muitas pessoas trabalharam intensamente para que fosse possível
construir o barracão e organizar tudo. Uns corriam atrás de eucaliptos,
outros de carneiros, fios, caibros, pedras. Uns martelavam, outros
varriam. Simultaneamente era construídos o barracão, bares, banheiros e
cozinha.
O tempo se esgotava e
os dias já não existiam. As contas incluíam noites e madrugadas. Até a
entrada foi cimentada, graças ao farol de um carro estacionado. No
banheiro, os consertos eram feitos com lanternas. Não havia mais tempo
para esperar o outro dia. Não importava mais o relógio. Valia tudo para
ver pronto. Dessa forma, o barracão ganhava a cor de uma comunidade que
trabalhava unida.
Além da união da
comunidade, fruto do trabalho conjunto e da solidariedade, a festa teve
uma arrecadação líquida de cerca de R$ 12.600,00 (valor corrigido). O
galpão reúne aproximadamente 800 pessoas e, em dias de comemoração, seus
arredores também se enchem de barracas festivas, o que torna possível
agrupar aproximadamente 3.000 pessoas da comunidade. Na seqüência foi
construído o Coreto São Domingos Sávio, que serve de altar em dias de
missa e como palco para apresentações de bandas da igreja, para peças
teatrais das pastorais e movimentos e também para sorteios.
Completaram-se as obras do barracão com a construção de uma cozinha com
60 m2 e uma casa para o caseiro com 56 m2.
E a comunidade não
parava: sukyaki no dia 4 de junho, festa junina nos dias 18 e 19
de julho, e churrasco no dia 16 de setembro, promoções que já
aproveitaram a construção do Galpão Dom Bosco para melhor atender aos
participantes.
O ano de 1995 começou
com boas notícias sobre a construção da igreja: já haviam sido adotados
190 m2 da construção da nova igreja. Mesmo representando somente 10% do
total, a equipe responsável pelas obras estava otimista, pois já era
possível ver alguma coisa sendo feita, embora a igreja estivesse
“crescendo para baixo”, isto é, o dinheiro arrecadado servia para
construir os alicerces e nada havia acima do solo. Novas promoções, como
um churrasco no dia 23 de abril, com a participação de mais de 600
pessoas, permitiram exibir para a comunidade as suas primeiras colunas
de concreto.
No dia 5 de agosto de
1995 tomou posse o Pe. Carmelo e, logo após, é reestruturada a equipe de
construção da igreja, que relança em outubro e novembro a Campanha do
Metro Quadrado, com a finalidade de ampliar a arrecadação de fundos.
A organização e
produção da campanha, doada por uma agência de propaganda, empregou
rádio, televisão, jornal, outdoor, panfletos e muitas promoções para a
arrecadação de fundos. Contou com mais de 500 pessoas de todas as
pastorais e movimentos da igreja, envolvidas direta ou indiretamente.
O jornal da paróquia,
agora Presença Viva, trazia na sua edição de outubro de 1995
algumas informações interessantes: a nova igreja tem, da porta de
entrada até o altar, nada menos que 37 metros; são 1.678 m2 da igreja
nova contra os 400 m2 da igreja atual; capacidade para 1.500 pessoas
sentadas, contra as 350 da igreja antiga; salão de festas com capacidade
para mais de mil pessoas.
O plano diretor
recomendava a utilização global do terreno, e estava prevista a
demolição da residência de madeira, construída nos idos de 1961, o que
de fato ocorreu em maio de 1996.
Paralelamente às
realizações da parte espiritual, continuavam as promoções na parte
material de construção da nova igreja. No dia 19 de novembro, outra
grande festa: churrasco fogo de chão, com a participação de
aproximadamente 450 pessoas, que assistiram a apresentação de danças
típicas da equipe do Centro de Tradições Gaúchas de Arapongas-PR.
1995 foi efetivamente
um grande ano: a construção da nova igreja dá um imenso salto, saindo da
fase de fundações.
Pe. Carmelo empenha
grande parte de seu esforço diário nas obras de construção da igreja. Em
março de 1996 já era possível ver as colunas do subsolo e as paredes
laterais, apesar das chuvas freqüentes que atrasavam o andamento dos
trabalhos; o muro da frente para a Rua Dom Bosco está quase pronto e o
estacionamento externo mudou a “cara” da Rua Maringá, com a plantação de
15 árvores novas.
Em maio, o Pe. Carmelo
foi visto empurrando a primeira carriola de concreto para a laje do piso
da igreja. As doações de materiais de construção também sempre foram
marcantes, o que ajudava a erguer a igreja.
Na Paróquia Nossa
Senhora Auxiliadora não precisa ter um motivo específico para realizar
uma festa. Mas como a meta é sempre a construção da igreja, as festas se
sucedem. Em setembro de 1996, foi concluída a concretagem da laje do
piso e o fechamento das colunas laterais da igreja.
Após o parecer da
Comissão Técnica, ficou definido o projeto de cobertura da nova igreja.
Em 28 de maio de 1997, com a assinatura do contrato para as obras de
cobertura, definiu-se mais uma etapa difícil e complicada da construção.
A primeira missa
celebrada na nova igreja foi a da Festa das Crianças, no dia de Nossa
Senhora Aparecida, 12 de outubro. Com as paredes erguidas, o esqueleto
da cobertura ainda estava sendo interligado, mas a comunidade podia
experimentar a sensação de grandiosidade da igreja. Sob um sol radiante,
as pessoas participaram com emoção da celebração da Eucaristia,
acomodando-se em cima de tijolos e outros materiais de construção. Ao
final da missa, antes da Bênção, Pe. Carmelo pedia a todos que
colocassem de volta os materiais que tinham utilizado.
1997 ficou também
marcado com a chegada das telhas fabricadas na África do Sul, que seriam
utilizadas na cobertura da nova igreja. Previa-se como nova etapa da
construção o “envelopamento” da estrutura metálica e a colocação do
suporte do forro, para depois iniciar a colocação das telhas. Grades e
janelas eram colocadas no salão de festas.
Transformou-se quase
numa atração turística da região dar uma “olhadinha” na construção
durante a cobertura da nova igreja. Pe. Carmelo e os funcionários
comemoram com um foguetório o término da colocação das telhas. Mais uma
etapa vencida, era hora de se pensar no forro, no piso, nos vitrais e,
mais adiante, num projeto global de ocupação e utilização do espaço
físico da paróquia, não somente da área livre (não construída), como
também das construções já existentes.
Na Festa da Padroeira,
do dia 24 de maio de 1998, já possível ver-se a igreja totalmente
coberta, que recebeu os participantes da procissão de Nossa Senhora
Auxiliadora para a celebração da primeira missa na nova igreja, depois
de coberta. Com uma iluminação improvisada, aproximadamente 900 pessoas
reuniram-se para homenagear a padroeira da paróquia.
Em 1999 a construção
da igreja já prenunciava a beleza interna que teria no futuro. O forro,
em jatobá, estava totalmente colocado; o presbitério já tinha a parte
elétrica pronta e aguardava a instalação da iluminação e do som;
concluía-se a planta do piso, que previa o uso de mármore e granito, e o
tipo e dimensões dos bancos que seriam instalados.
A descrição da arte
que foi aplicada ao piso era, por si só, uma bela história de fé: “no
corredor central, logo na entrada, três quadros representando as três
primeiras Ave-Marias do terço, em honra ao Deus Pai, Filho e Espírito
Santo; depois, uma flor estilizada com as letras M e A, de Maria
Auxiliadora (na cor azul), seguida de outros dez quadros representando a
dezena do terço e, por fim, a Cruz, símbolo maior do cristão e uma
referência à Santíssima Trindade” (Presença Viva, fevereiro 1999,
p. 3).
Outra grande
iniciativa para arrecadar fundos para a construção, foi a “Campanha da
Fração”, com o slogan: “O esforço de cada um garantindo uma
conquista que será de todos nós!”
Com o apoio total dos
paroquianos, em 30 de maio de 1999, por ocasião da Festa da Padroeira,
ainda com a construção inacabada, foi celebrada a missa de "entrada
oficial" na nova casa (não a missa de inauguração, como alguns na época
pensaram). A festa aconteceu numa manhã ensolarada e fria. Os fiéis,
tendo à frente o Pe. Carmelo, saíram em procissão pelas ruas do bairro
para prestar homenagem àquela que sempre foi a protetora, advogada,
auxiliadora, mãe e rainha.
A vontade de
transferir as missas para a igreja era tão grande que, durante quatro
domingos, foram lá celebradas. Mas o frio e o alto custo dos
equipamentos de som não permitiram que as missas continuassem sendo
realizadas na nova igreja, e foi preciso retornar ao antigo barracão dos
salesianos. Deve-se lembrar também que, para algumas dessas celebrações,
os bancos antigos eram levados para a igreja e devolvidos para a igreja
“velha”, para as celebrações durante a semana, em mais um trabalho
desgastante e sacrificado, mas que demonstrou claramente o empenho de
todos em proporcionar aos paroquianos boas condições de acompanhar as
missas e comemorações.
Em setembro, o terreno
foi preparado para a construção do muro de arrimo e foram iniciadas as
obras de fundação do campanário, que terá, quando concluído, 28,5 metros
de altura e conterá no interior uma caixa d’água com a capacidade de
30.000 litros de água. No final do ano foi lançada a 2ª Etapa da
Campanha da Fração destinada à aquisição de bancos e equipamentos de
som.
Na missa de Natal de
1999, a igreja foi pré-inaugurado com a apresentação à comunidade do
Cristo (2,5 metros de altura), suspenso sobre o altar, e de Nossa
Senhora Auxiliadora (2 metros de altura) a zelar pela nova casa. Além
disto, foram entregues os seguintes itens: conclusão e limpeza do piso
interno; montagem e instalação dos novos bancos; cadeira do altar,
bancos dos leitores e dos músicos; gradil frontal e contra-piso; muros,
calçadas e entrada principal; venezianas de madeira no interior da
igreja; pintura na sacristia; vital sobre o altar e iluminação.
Grandes investimentos
foram necessários para a compra completa do equipamento de som (rack,
equalizadores, amplificadores, tuiters e equipamentos para os
músicos) e para a pintura e textura da parte externa da igreja. Por
isso, foi lançada a terceira etapa da Campanha da Fração em abril de
2000.
Em maio mais uma
pré-inauguração da igreja. A igreja nova deveria ser totalmente
concluída para a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, no dia 28 de maio,
um sábado, mas não foi possível. Dom Albano e Dom Vicente estavam
convidados e, mesmo não sendo inauguração definitiva, compareceram e
estimularam a comunidade a continuar enfrentando os desafios para a
conclusão das obras. “Permaneçam sempre unidos com o desejo de finalizar
esta obra que é tão importante para todos nós”, concluiu Dom Albano.
Nesta celebração pôde
ser vista pela primeira vez mais um instigante componente interno da
igreja: a Via-Crúcis. Realizada pelo artista plástico Jonas Lima Correa
Neto, de Quatro Barras
(da Mesorregião Metropolitana de Curitiba, distante
23 quilômetros da capital do Paraná)
– que já havia feito o Cristo e Nossa
Senhora Auxiliadora –, foi, segundo o seu depoimento, “o final feliz de
um longo namoro, pois inicialmente foram feitos projetos que passaram
pela apreciação do Pe. Carmelo e da Comissão de Construção que, após
muitos estudos, acabou decidindo por fazê-los” (veja
a Via-Crúcis).
A construção da nova
igreja avança mais um pouco em 2001: as esculturas da capela da nova
igreja encontravam-se em fase final de confecção pelo mesmo escultor das
outras obras de arte já instaladas; no subsolo, o salão de eventos está
em fase final de construção, com a conclusão dos banheiros, pintura,
piso, sistema de iluminação; as partes hidráulica e elétrica da cozinha
já estavam concluídas, faltando a colocação das cerâmicas; na parte
externa, o estacionamento para 200 carros já vinha sendo utilizados
pelos fiéis em todas as missas e celebrações; foram executados os
alicerces que ficam na divisa do terreno da paróquia com o terreno do
Centro de Pastoral para a colocação dos alambrados.
Mais recentemente,
no início de 2002,
foram concluídas as construções do salão de festas no subsolo e da Capela
de Pedra Jesus Eucarístico (veja
a Capela de Pedra).
A Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora inaugurou no final
do mês de outubro de 2003 um grande vitral com a visão de Dom Bosco. Por
humildade, Dom Bosco chamou esta visão profética de “um sonho”, mas
trata-se de uma visão que deve ser reproduzida em imagens e postais e
difundida em todo o mundo católico, dada a sua força e grande atualidade
(veja o Vitral de Dom Bosco).
Concluiu-se,
em outubro
de 2004,
o prédio da nova secretaria, que tem o objetivo de melhorar o atendimento aos
paroquianos, a segurança e a organização da parte administrativa da
paróquia. Em dois pisos, a nova sede abriga uma recepção, a
secretaria, a sala administrativa, sala do padre, sala de reuniões,
almoxarifado, banheiros, cozinha e um salão no piso inferior, que foi
ocupado pela Pastoral do Dízimo, com um brechó voltado a arrecadar
fundos para a construção da Capela Santa Helena, Roupeiro de Santa Rita
e Pastoral dos Vicentinos.
Em meados de 2005, Pe. Carmelo reiniciou
as obras da igreja com intenção de inaugurá-la em definitivo no Natal de
2005. Detalhes da pintura externa, calçamento e ajardinamento foram as
etapas retomadas. Em agosto de 2005, com a morte do Pe. Carmelo, ficaram
faltando as obras de reforma do Presbitério. Tudo foi planejado por ele
em detalhes (até como funcionaria a igreja durante este tempo) e, um mês
depois de sua morte, começaram as obras.
O escultor e artista plástico, Dirceu Rosa, conversou
várias vezes com Pe. Carmelo Bezzina para que fosse definido o
novo Sacrário da Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora. Dirceu nasceu em
Apucarana, sendo filho de carpinteiro. Daí o gosto pela madeira. O
escultor é capaz de transformar em arte a madeira, o bronze, o ferro, a
areia e o cimento, emprestando-lhes forma, volume e tridimensionalidade
que lhes confere a vida.
Após algum tempo para a execução da obra, Dirceu veio
entregar o Sacrário exatamente no dia seguinte em que o Pe. Carmelo
havia falecido. Sem saber de nada, ficou muito chocado com a notícia,
pois não acreditava que o padre que havia sonhado com esta obra não
poderia mais vê-la.
Após a reforma do presbitério o novo sacrário foi
apresentado à comunidade e sua beleza encantou a todos. Na primeira
missa celebrada com a escultura, Pe. Luiz Senigália fez questão de
ressaltar que a concretização desta obra era um sonho do Pe. Carmelo e
que ele estava tendo a oportunidade de apresentar este sonho para toda
comunidade.
A paróquia Nossa Senhora Auxiliadora está entre as mais
bonitas da cidade de Londrina. Para ficar ainda mais acolhedora foram
construídos jardins e uma praça interna. No final de 2005, uma boa parte
da obra já estava à disposição da comunidade. Outra iniciativa, no final
de ano, foi a lavagem de todas as calçadas, simbolizando a limpeza da
casa e do coração para a chegada do Menino Jesus.
Depois de um longo período de paralisação de grandes
obras, a paróquia, em 2007, iniciou a reforma do salão de reuniões
localizado no segundo andar das salas de catequese. A parte elétrica,
antiga e em condições precárias, foi totalmente refeita, assim como o
forro. A estrutura do telhado também foi revista, aumentando a segurança
do salão.
A catequese ganhou novos móveis em 2007. Depois de muitos
anos de uso, as antigas carteiras de madeira foram substituídas por
cadeiras de braço, aumentado o espaço de circulação das salas de aula e
o conforto. As catequistas também estão com mesas e cadeiras novas.
Logo em seguida começa a reforma do salão paroquial, após
o término das obras da Capela Santa Helena, no Jardim João Turquino.
A Congregação Salesiana, fundadora da nossa comunidade,
construiu em fevereiro de 1973 as dependências anexas à Igreja que
abrigam o Salão Paroquial e as salas de catequese. Durante estes 35 anos
foram feitas apenas obras de manutenção no prédio. Por isso, a paróquia
resolveu realizar uma grande reforma. Serão oito salas de catequese,
totalmente renovadas em seu interior, além de uma sala de recepção. O
projeto foi elaborado pela arquiteta e paroquiana Adriana Tavares, que
optou por ambientes mais amplos, arejados e iluminados. Além das
reformas estão sendo construídos dois banheiros no pavimento superior e
dois no inferior. No pavimento superior haverá um auditório com
capacidade para 208 pessoas sentadas em cadeiras almofadadas e ar
condicionado. Ao todo são 696 m2 de reformas e 134 m2 de construção. O
novo prédio, já balizado de Centro Pastoral Dom Bosco, terá uma área
total de 841 m2.
No dia 31 de janeiro foi inaugurado
o Centro Catequético Dom Bosco, uma área projetada especialmente para
atender às necessidades da paróquia, como reuniões, palestras, aulas de
catequese, estudos bíblicos, entre outros. Para a entrega do prédio foi
necessário a reforma e revitalização de 725m2 de área, além da
construção de mais 155m2. Entre os novos ambientes, destaque para o
auditório, com capacidade para mais de 200 pessoas. O projeto prevê
cadeiras almofadadas, palco, sistema de som e instalação para ar
condicionado (futuramente). No momento, o espaço será utilizado com
ventiladores.
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| Prédio do Centro
Catequético Dom Bosco. |
Antigo prédio no
início da reforma e construção. |
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| A arquiteta Adriana
Tavares com Adilson de Biagi e o Pe. Romão, no dia da
inauguração. |
Hall de entrada, no
piso térreo, e bebedouro. |
Confira os espaço. Piso Terreno: hall de entrada; sala de
recepção; sala de espera; bebedouro; banheiros feminino e
masculino; 8 salas de catequese; 1 sala de atendimento individual. Piso
Superior: sala de espera e balcão para coffee break; auditório
com 208 lugares; banheiros feminino e masculino; 2 salas grandes.
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| Inauguração: Pe. Romão
abençoa o Centro Catequético. |
Auditório com
capacidade para 208 pessoas. |
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| Vista da escada:
grande luminosidade. |
O engenheiro Horácio
Pires de Lima Filho orientando os trabalhos no canteiro de obras. |
O Centro Catequético Dom Bosco está a disposição de todos
os grupos, pastorais e movimentos da paróquia. Para utilização, os
grupos e responsáveis devem fazer o agendamento do local, na secretaria
da paróquia.
Em razão do grande número de carros que ocupam o estacionamento nos
finais de semana, lotando a área e ocupando as ruas da vizinhança, nossa
paróquia solicitou ao Conselho Econômico Arquidiocesano a autorização
para o uso do estacionamento do Centro Pastoral de maneira periódica. O
Conselho foi receptivo ao pedido, autorizando a utilização do espaço
e as adequações que se fizerem necessárias.
A ampliação do
estacionamento é uma necessidade antiga, em virtude do crescimento da
comunidade e das famílias que participam das missas e eventos de nossa
comunidade. A nova área proporcionará mais segurança, diminuindo o
número de carros estacionados nas redondezas e favorecendo o fluxo de
automóveis nas ruas próximas à paróquia.
No dia 6 de maio, a paróquia iniciou a reforma na igreja velha, com o
objetivo de melhorar os espaços de reuniões e encontros da comunidade. O
Conselho Econômico Paroquial decidiu pelas modificações já que a igreja
passava por sérios problemas, principalmente no telhado, que no período
chuvoso ocasionava muitas goteiras dentro do prédio.
Além da colocação de telhas novas, o forro está sendo refeito, assim
como a parte elétrica de todo o prédio. Apenas o piso será mantido. As
paredes serão pintadas e certas partes da igreja, como a entrada e as
sacristias, serão transformadas em salas para, futuramente, acomodarem
os pertences de algumas pastorais e movimentos. A maior parte do espaço
continuará a ser disponibilizada para a comunidade como local de
encontros e reuniões.
A igreja velha, como é chamada hoje pelos
paroquianos, foi construída em março de 1969, na época do Pe. José Guidorene, sendo utilizada como espaço para as missas até 1999. Com a
pré-inauguração do Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora, o antigo
barracão passou a ser ocupado pelos grupos, pastorais e movimentos para
encontros e reuniões. A estrutura antiga exigia, com urgência, uma ampla
reforma para atender com segurança os fiéis.
| Fonte: |
Jornal Presença Viva |
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