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Rito Romano
O rito romano é um dos ritos
litúrgicos latinos, ou seja, um dos ritos litúrgicos
ocidentais da Igreja Católica, que se desenvolveram
numa zona da Europa ocidental e do norte da África,
onde o latim era a língua da educação e da cultura,
e que são distintos dos outros utilizados pelas
Igrejas de rito oriental que se desenvolveram na
Europa oriental e no Médio Oriente.
Este rito litúrgico é aquele que
predomina na Igreja Católica Latina, que conta com
cerca de 98% dos fiéis católicos do Mundo.
Historicamente, a forma do Santo
Sacrifício da Missa usada no Rito Romano de 1570 até
1970 (a "Missa Tridentina") era conduzido, na
maioria dos países, inteiramente em Latim
eclesiástico, mas no Concílio Vaticano Segundo, no
início dos anos 60, foi promulgada uma revisão da
Missa, que agora é celebrada em todos os países na
língua vernacular (local) além do Latim. Esta
revisão, chamada também vulgarmente por movimento de
reforma litúrgica, tem sido responsável nos últimos
quarenta anos por uma convergência significativa das
práticas predicamentais do Rito Latino com as das
igrejas protestantes, afastando-as das dos outros
ritos católicos, não-latinos.
Uma característica dos novos pontos
de vista litúrgicos tem sido um "regresso às
fontes", que se diz que tem origem na redescoberta
de antigos textos e práticas litúrgicas, bem como
muitas práticas novas. As reformas litúrgicas
pós-conciliares (pós-Vaticano II) incluem o uso da
língua vernacular (local), uma maior ênfase na
Liturgia da Palavra, e a clarificação do simbolismo.
A característica mais visível das reformas é a
postura do padre. No passado, o padre virava-se de
frente para o altar, ficando, conseqüentemente, de
costas para a congregação. As reformas fizeram com
que o padre se voltasse para o povo, ficando entre
eles o altar, já que este último é o centro da
igreja. Isto simboliza, também, o desejo de que a
missa se torne mais centrada nas pessoas.
Há, todavia, críticos que não
concordam com a natureza da missa pós-Vaticano II
(conhecida por vezes como Novus Ordo Missae). Em
2003 foi revelado que a Missa Tridentina
pré-Vaticano II estava de novo a ser celebrada na
Basílica de S. Pedro (embora não no altar principal)
e que o Papa João Paulo II começou a celebrar Missas
Tridentinas na sua capela privada no Palácio
Apostólico, no Vaticano.
Missa
A Missa, ou Celebração da Eucaristia
é a principal celebração religiosa da Igreja
Católica e da Igreja Ortodoxa. Para estas Igrejas, a
Missa é o cumprimento do mandamento de Cristo de
fazer o que ele mesmo fez na Última Ceia e é o
sacramento em que se recebe o Corpo e o Sangue de
Cristo sob a forma de pão e vinho, atualizando o
sacrifício de Cristo na cruz e tornando presente a
salvação.
Na Igreja Católica, a missa pode ser
celebrada todos os dias, exceto na Sexta-Feira Santa
e no Sábado Santo. Os fiéis católicos
tradicionalmente participam da Missa aos Domingos e
festas de guarda.
Dentro da Igreja Católica, assim como
entre os ortodoxos, existem diversos ritos
litúrgicos, e cada um deles tem uma forma diferente
de celebrar a Eucaristia. As diferenças entre ritos
por vezes são pequenas (no caso de ritos da mesma
família litúrgica), mas são maiores quando se
comparam ritos de famílias litúrgicas diferentes,
sobretudo entre oriente e ocidente. No entanto, há
algo que é comum a todos os ritos, uma base ritual
que todos mantêm: a celebração é presidida por um
padre, presbítero ou bispo.
Há uma Liturgia da Palavra mais ou
menos longa em que se lêem passagens bíblicas
durante a celebração são consagrados pão e vinho,
que a fé da Igreja afirma se tornam no Corpo e
Sangue de Cristo. Essa consagração dá-se durante uma
oração mais longa, conhecida por anáfora ou Oração
Eucarística ou "Cânon", em que se invoca o Espírito
Santo, se faz memória dos acontecimentos da salvação
e se oferece o pão e o vinho. O presidente da
celebração, assim como os fiéis presentes, comungam
o pão e o vinho consagrados.
A ação realizada é a mesma em todos
os ritos, mudam apenas alguns gestos e as formas de
os realizar, as palavras que os acompanham e a
estrutura da celebração. A Missa tem dois grandes
momentos, a Liturgia da Palavra e a Liturgia
eucarística, precedidas por Ritos iniciais e
seguidas pelos Ritos de conclusão. A celebração da
missa no rito romano rege-se atualmente pelo Missal
romano promulgado em 1970 pelo Papa Paulo VI, fruto
da reforma litúrgica ordenada pelo Concílio Vaticano
II, e revisto em 1975 e em 2002. No entanto, o motu
proprio Summorum Pontificum, do Papa Bento XVI,
autorizou os sacerdotes que o desejarem a celebrar a
missa utilizando o missal anterior, editado em 1962.
É a chamada Missa Tridentina, que apresenta algumas
diferenças em relação à missa atual. O missal de
1970 permanece, contudo, como a norma geral e
ordinária para a celebração da missa. As regras para
a celebração da missa, bem como a explicação do
significado de cada um dos seus momentos, podem
encontrar-se na Instrução Geral do Missal Romano.
A missa é presidida por uma só
pessoa, presbítero ou bispo. Mas nos casos em que há
outros presbíteros ou bispos presentes, a forma mais
comum de participarem na missa é através da
concelebração. Consiste esta no seguinte: todos se
revestem dos paramentos próprios para a missa e,
tomando parte no cortejo de entrada, tomam lugar no
presbitério ou noutro lugar conveniente. Na Oração
eucarística, os concelebrantes dizem em voz baixa a
Epiclese, a Consagração, a Anamnese e a Oblação; um
ou mais concelebrantes dizem as intercessões da
Oração eucarística. Todos dizem em voz alta a
Doxologia final.
Intenções da Missa
A missa pode ser celebrada em
diversas intenções:
Missa em ação de graças: o devoto
solicita ao sacerdote que seja celebrada uma missa
por uma graça alcançada.
Missa de defuntos: também chamada
missa de Réquiem. O celebrante roga a Deus pela alma
daquele que faleceu. Muitas vezes é celebrada em
datas determinadas: no momento do funeral (chamada
Missa de corpo presente); no terceiro dia; no sétimo
dia; no trigésimo dia; no aniversário da morte.
A Missa também pode ser qualificada
conforme as circunstâncias da sua celebração:
Missa campal: a missa celebrada em
grandes áreas abertas para concentração de grandes
multidões.
Missa solene: nome geralmente dado à
missa celebrada por vários ministros, com maior
duração e solenidade, por ocasião de alguma festa ou
ocasião especial.
Missa pontifical: é a missa solene
presidida pelo Bispo na catedral ou noutra igreja
importante, com a participação de presbíteros,
diáconos e outros fiéis.
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Celebrações - Missas. |